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Política interna

Durante os últimos vinte anos, a Polónia percorreu um longo caminho de desenvolvimento, e tornou-se um moderno país de direito. Após o ano de 1989, os polacos tiveram de aprender os mecanismos democráticos, ausentes na vida pública durante o meio século precedente: fundavam-se novos partidos, dividiam-se, juntavam-se e voltavam a dividir-se. Era uma reação normal a meio século de falta de liberdade política.
O antigo sistema político desintegrou-se rapidamente: dissolveu-se o Partido Operário Unificado Polaco (em janeiro de 1990), foi instaurado um sistema multipartidário, e foram reconhecidas todas as liberdades civis. Nos anos que se seguiram, os ativistas do “Solidariedade” criaram vários partidos políticos rivais.

O balanço dos úlitmos anos no âmbito da política interna pode considerar-se positivo. A Polónia tem uma moderna constituição (1997), que pôs em ordem não só a cena política, mas antes de mais muitas áreas da vida social. A Polónia é um país democrático: uma república multipartidária com um parlamento bicameral. Os princípios do sistema político refletem os valores típicos dos países pertencentes ao âmbito da cultura jurídica europeia: soberania da nação, soberania e independência do estado, país de direito, pluralismo político, liberdade dos partidos políticos, divisão dos poderes, respeito pela dignidade humana, a qual determina o sistema de leis, e liberdade individual dos cidadãos.
Foi bem-sucedida a reforma administrativa (1999), que introduziu uma terceira unidade da administração autárquica, nomeadamente os powiaty (condados), e reduziu o número de voivodias de 49 para 16. Foram regulamentadas as relações com as minorias étnicas, igrejas e comunidades confessionais. Foram alargadas as competências de uma série de instituições que ajudavam os cidadãos a usufruírem dos direitos deles, e foram criadas novas entidades deste género. Os direitos e as liberdades constitucionais remetem-se para as soluções adotadas nas democracias ocidentais, e também na Convenção Europeia dos Direitos do Homem. As organizações não governamentais (ONGs), que se tornaram uma constante da vida pública, estão a desenvolver-se dinamicamente. Foram iniciadas as reformas dos sistemas de saúde, de pensões e de educação. 

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