Os polacos tiveram de esperar até ao ano de 1956 por uma diminuição do terror político. Nesse ano na União Soviética o estalinismo ficou condenado de forma oficial, e após a morte de Bolesław Bierut (líder do Partido Operário Unificado Polaco) e o motim dos operários de Poznań (a 28 de junho), produziu-se uma mudança da equipa que governava o país.
Em outubro, após um agudo conflito dentro do Partido Operário Unificado Polaco e após duras negociações com os líderes da URSS, Władysław Gomułka, que contava com um forte apoio social, assumiu a chefia do partido e do país. O novo primeiro secretário aproveitou a mudança de situação para reduzir a dependência da União Soviética, os presos políticos foram paulatinamente amnistiados, o Primaz foi posto em liberdade, desistiu-se da coletivização forçosa da agricultura, e foi permitido um desenvolvimento limitado do setor privado. O país, que estava a recuperar-se das destruições da Segunda Guerra Mundial, entrou no período da “pequena estabilização”.
Contudo, não decorreu muito tempo e Gomułka abandonou a linha liberal do “outubro polaco”. O Partido Opérario Unificado Polaco seguia a exercer um poder total no país. Com cada vez maior frequência, produziam-se conflitos abertos entre as autoridades e a sociedade: o conflito com a Igreja durante as celebrações do milénio da cristianização da Polónia, os motins estudantis de março de 1968, e a campanha antissemita lançada pelo POUP em 1968 puseram em evidência uma clara falta de apoio por parte da sociedade.



