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Organizações não governamentais

As ONGs, fundações e associações surgiram na Polónia mais ou menos na mesma altura que nos países da Europa Ocidental. Inicialmente, dedicavam-se sobretudo à atividade caritativa, logo começaram também uma atividade corporativa, cultural, educativa e científica, além da atividade relacionada com a promoção das ideias do desenvolvimento e da solidariedade sociais. Algumas tinham caráter religioso, outras eram totalmente leigas. Nos tempos da Segunda República da Polónia (1918-1939) as ONGs experimentaram um desenvolvimento muito dinâmico. A Segunda Guerra Mundial e a subsequente dominação comunista supuseram uma grande decadência da atividade social. Algumas ONGs foram suprimidas (o Estado apropriou-se dos seus fundos e bens), enquanto outras foram integradas nas estruturas ideológicas. 
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Após o ano de 1989, graças ao restabelecimento da liberdade de associações, as ONGs vivem a sua renascença. Uma parte das organizações com raízes na Segunda República foram restituídas e assumiram as suas atividades estatutárias (por exemplo, a Caritas Polónia – uma instituição caritativa e pastoral do Episcopado da Polónia, ou a YMCA – Associação da Juventude Cristã, que é uma organização apolítica e leiga que, em colaboração com outras organizações, instituições estatais e autarquias, trabalha sobre a satisfação das necessidades das comunidades locais). Surgiram muitas fundações e associações novas, orientadas a sair ao encontro dos problemas e das necessidades da sociedade moderna. Apareceram organizações cuja tarefa principal consiste em combater as consequências das pragas sociais, como o alcoolismo, a drogadição e a condição dos sem-teto. Eis aqui algumas destas organizações: a Associação MONAR que se esforça por combater as patologias sociais nas famílias, a drogadição, o alcoolismo, o desemprego, a delinquência juvenil (a associação cria centros de tratamento, redes de pontos de consulta e de abrigos para os sem-teto, inicia campanhas educativas e empreende ações de prevenção); além da MONAR, vale a pena mencionar também, por exemplo, a Fundação da Agência do Serviço Nacional dos Alcoólicos Anônimos, e a Fundação Irmão Alberto, que se dedica a ajudar pessoas com deficiências mentais (organiza e dirige centros especializados de reabilitação e de atenção, ajuda as famílias com membros deficiêntes).
Na Polónia soberana as ONGs dedicaram-se também à atividade educativa orientada para os jovens, criando escolas privadas ou fundações de apoio às escolas estatais. Além disso, criaram-se programas de bolsas dirigidas para os alunos talentosos, mas sem recursos financeiros, e para aqueles que querem continuar a estudar no estrangeiro (a Fundação da Ciência Polaca, Fundação Polaca para a Promoção da Ciência, Fundação Stefan Batory). Nas universidades polacas existem organizações estudantis: a Associação Independente de Estudantes e a Associação de Estudantes Polacos; estão presentes também várias organizações estudantis de caráter internacional, como por exemplo o Fórum Europeu de Estudantes AEGEE ou a AIESEC – Associação Internacional de Estudantes de Ciências Econômicas e Comerciais.
Com as crianças e os jovens trabalham ONGs que se inspiram diretamente na tradição do escoteirismo: a Associação do Escoteirismo Polaco (ZHP) e a Associação do Escoteirismo da República da Polónia (ZHR).
Entre as maiores ONGs dedicadas aos assuntos culturais, é preciso enumerar: a Fundação da Cultura, a Fundação Fryderyk Chopin, e outras fundações e associações que atuam no âmbito da preservação e promoção do património cultural polaco (por exemplo, de monumentos, obras de arte).
Na Polónia atuam também organizações especializadas em defender os direitos humanos (por exemplo, a Fundação dos Direitos Humanos de Helsínquia ou a secção polaca da Amnistia Internacional), as quais velam pelo cumprimento dos direitos humanos e cívicos na Polónia, e envolvem-se na defesa dos mesmos (incluindo os direitos dos prisioneiros) nos países considerados não democráticos.
Um grupo considerável de ONGs na Polónia são organizações ecologistas, interessadas na proteção do meio ambiente natural, e na promoção de tal sistema de administração das riquezas naturais que não perturbe a harmonia ecológica (por exemplo, a Fundação “A Nossa Terra” – o coordenador polaco da ação “Limpar o Mundo” (“Clean Up the World”), o Instituto Ecológico Social, a Fundação para o Fomento das Iniciativas Ecológicas, o Movimento Ecologista Cívico).
De especial importância é a atividade da Fundação ITAKA, que procura pessoas desaparecidas e ajuda as famílias dessas pessoas, e também o trabalho realizado pela Fundação Polaca de Ajuda Humanitária “Res Humanae”, que promove as atitudes humanitárias, ajuda as pessoas que vivem com VIH e dirige uma residência para doentes terminais de SIDA. Além disso, é preciso mencionar a Associação “Solidários Mais”, que se centra na ajuda terapêutica, social e legal para as pessoas infectadas com VIH ou doentes de SIDA, e para as suas famílias, e a Associação para a Prevenção do VIH/SIDA “TADA”, cujo objetivo consiste em combater o fenómeno da pedofilia e a propagação das infecções de VIH, e que trabalha nos meios particularmente expostos ao risco de contrair doenças de transmissão sexual.   
Eis aqui as maiores ONGs que se dedicam à atividade caritativa:
- a Cruz Vermelha Polaca (membro da Federação Internacional das Associações da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho): ajuda todas as pessoas necessitadas, tenta encorajar as pessoas a doarem sangue, dirige a Agência Nacional de Informação e Procura, tenta prevenir doenças infecto-contagiosas e de civilização, participa em ações internacionais de ajuda humanitária,
- a Caritas Polónia (organização humanitária da Igreja Católica): organiza e coordena ações de ajuda e informativas na Polónia e no estrangeiro,
- a Ação Humanitária Polaca: ajuda as vítimas de guerras e cataclismos na Polónia e no estrangeiro, ajuda os refugiados, apoia escolas e centros de saúde nas áreas afectadas pela pobreza, organiza campanhas educativas,
- a Fundação SOS: ajuda as pessoas em risco de pobreza e de marginalização social, inicia e estimula ações sociais,
- a Fundação da Grande Orquestra de Ajuda Natalense.
Às vezes, as organizações sociais cumprem também um papel administrativo, substituindo a administração governamental nalguns, estritamente definidos, âmbitos da vida pública. Por exemplo, a Associação Polaca de Caçadores controla todas as caças, fixa límites de animais que podem ser caçados, vela pelo respeito dos períodos de defeso, cria e alimenta animais selvagens. A Associação Polaca de Pesca Desportiva cumpre tarefas homólogas no âmbito da pesca de peixes de água doce (por exemplo, emite licenças de pesca).
Uma parte das ONGs transformaram-se em órgãos de autogestão de determinados grupos profissionais. A autonomia dessas organizações é garantida pela lei. A pertença às corporações profissionais é obrigatória, por exemplo, para os advogados, notários, médicos e arquitetos. Isto quer dizer que qualquer pessoa que quiser exercer uma profissão sujeita a leis corporativas, deve cumprir todos os requisitos determinados pela corporação. Também neste caso o Estado delegou uma parte das suas competências numa ONG. Esta solução tem a vantagem de resultar mais barata do que supunha a criação duma especial administração governamental. Além disso, conforme os cânones aceites nos países democráticos, outorga aos próprios interessados o direito de definir as condições de exercício das assim chamadas profissões livres. 
Uma categoria de ONGs à parte são os sindicatos, ou seja, organizações integradas pelos trabalhadores dum determinado sector da economia (na maioria dos casos).
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Na Polónia estão também presentes várias ONGs internacionais. Algumas delas (por exemplo, a Fundação Konrad Adenauer, Fundação Robert Schuman, Fundação Educação para a Democracia, Fundação Friedrich Bert, Fundação Polaco-Americana da Liberdade) apoiam as ONGs polacas na construção do diálogo social e da sociedade cívica na Polónia democrática.
No âmbito da ciência e técnica, os engenheiros e os cientistas polacos colaboram com os seus colegas de outros países no marco de tais ONGs como: o Instituto Internacional do Oceano “Pacem in Maribus” (IOIPM), Câmara Internacional de Navegação (ICS), Comissão Internacional de Represas Grandes (ICOLD), Academia Internacional de Medicina Aérea e Espacial (IAASM), Federação Internacional do Leite (IDF), União Astronómica Internacional (IAU), União Geográfica Internacional (IGU), Associação Internacional de Ciências Políticas (IPSA), Comissão Científica Internacional da Organização do Trabalho na Agricultura (ICSMA), União Internacional de Arquitetos (IUA), Federação Internacional de Topógrafos (IFS), Associação Internacional de Técnicos de Laboratórios Médicos (IAMLT).
Entre as organizações culturais internacionais que colaboram com as ONGs ou instituições culturais polacas, é preciso enumerar: o Conselho Internacional de Música (ICM), Associação Europeia de Festivais de Música (EAMF), Instituto Internacional de Teatro (ITI), Associação Internacional das Artes Plásticas (IAA), Associação Internacional de Críticos de Arte (IAAC), Federação Internacional de Clubes de Filmes (IFFS), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Conselho Internacional da Proteção dos Monumentos (ICOMOS), Centro Internacional de Estudos da Proteção e Restauração dos Bens da Cultura (ICCROM), EUROPA NOSTRA.
 

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