O reinado do último rei da República das Duas Nações Estanislau Augusto Poniatowski esteve cheio de contradições. Por um lado, foi um governante submisso à Rússia (a sua eleição como rei deveu-se ao apoio deste país), dependente da fração dos Czartoryski (a assim chamada “Família”), mas por outro lado, sob o reinado dele a Polónia viveu um período de florescimento cultural.
Foi naquela altura que foram publicadas as obras históricas de Adam Naruszewicz, assim como as sátiras e novelas do bispo Ignacy Krasicki, foi inaugurado o Teatro Nacional (o criador dele foi Wojciech Bogusławski), e Varsóvia, que desde os tempos de Segismundo III era capital do país, tornou-se um dos centros da arte classicista (por exemplo, o palácio e o parque do complexo Łazienki Królewskie). Entre os autores da famosa “Enciclopédia” de Diderot esteve o polaco Michał Ogiński. Os escritos políticos daquela época (por exemplo, os de Estanislau Staszic ou Hugo Kołłątaj) difundiam as mesmas ideias que se podiam encontrar na França ou Inglaterra. No período do Iluminismo realizou-se uma reforma do sistema educativo, supervisionada por um moderno “ministério” da educação, criado no ano de 1772.



