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Igrejas e a vida religiosa na Polónia

Na Polónia funcionam hoje cento e trinta e oito Igrejas e grupos religiosos oficialmente registados. 
Os mais numerosos são os fiéis da Igreja Católica (cerca de 95% dos cidadãos crentes). Entre os quatro ritos: bizantino-ucraniano, bizantino-eslavo, arménio e latino, este último é o mais numeroso (em 1998 pertenciam-lhe mais do que 35 milhões de fiéis, organizados em 9990 paróquias e atendidos por 28 mil clérigos).
Em virtude da bula Totus Tuus Poloniae Populus do papa João Paulo II, no ano de 1992 a Polónia ficou dividida em 40 dioceses e 13 metrópoles latinas e uma bizantino-ucraniana. O poder eclesiástico nas dioceses pertence aos bispos, que formam o episcopado. O atual presidente da Conferência Episcopal Polaca é o arcebispo Józef Michalik. Em todo o país, e também no estrangeiro, desenvolvem as suas ações várias organizações e instituições pastorais (por exemplo, as Missões Católicas Polacas, com uma presença particularmente forte nos países do Terceiro Mundo) e catequéticas (que se dedicam, entre outras coisas, ao ensino da religião católica nas escolas), assim como várias dezenas de ordens masculinas e femininas (franciscanos, jesuítas, dominicanos, Congregação de São Miguel Arcanjo, salesianos, redentoristas, irmãs de Santa Elisabete, ursulinas, Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo).
Além da Igreja Católica, na Polónia estão presentes umas quantas Igrejas cristãs de tamanho considerável, e várias dezenas de Igrejas e grupos religiosos de menor número de fiéis.   
A Igreja Ortodoxa Autocéfala Polaca é o segundo grupo religioso da Polónia em número de adeptos. Conta com cerca de 550 mil fiéis e 320 clérigos. A maioria dos seguidores desta Igreja pertence à minoria bielorrussa, que vive nas voivodias do Leste.
A terceira confissão cristã da Polónia é o protestantismo, que se divide, por seu lado, em várias denominações. A Igreja Evangélica Luterana (de Augsburgo) tem mais do que 85 mil fiéis, a Igreja Pentecostal, cerca de 17 mil, e a Igreja Adventista de Sétimo Dia, 10 mil. Outras Igrejas protestantes têm 5-6 mil membros cada uma.
Na Polónia estão presentes também as assim chamadas Igrejas Católicas Antigas (sem nenhuma ligação à Igreja Católica Romana): a Igreja Católica Antiga dos Mariavitas, a Igreja Católica Polaca e a Igreja Católica dos Mariavitas. Os fiéis destas três Igrejas são uns 88 mil.
Os Testemunhas de Jeová têm cerca de 130 mil seguidores.
Além disso, na Polónia estão presentes alguns outros grupos religiosos, por exemplo: a Comunidade Religiosa Muçulmana (islão), a Comunidade Judia (judaísmo), a Comunidade Religiosa Caraíta (é uma religião surgida da fusão do judaísmo com o islão; professam-na os membros duma minoria étnica de origem turca), e um grupo bastante numeroso de organizações que se inspiram nas religiões orientais, como, por exemplo, a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna ou a Sociedade Budista.    
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Uma característica peculiar da religiosidade polaca é a afeição pelas práticas e costumes cristãos tradicionais, como peregrinações a lugares sagrados, procissões litúrgicas (por exemplo, na festa de Corpus Christi), exercícios espirituais no Advento e na Quaresma, festas patronais em honra dos padroeiros das paróquias. O culto da Virgem Maria é especialmente importante. Os maiores santuários marianos da Polónia são o da Virgem Negra de Częstochowa e o da Virgem das Dores de Licheń, mas em todo o país há muitíssimos santuários locais, de menor tamanho, onde se rende culto à Mãe de Jesus.

A religiosidade polaca adquiriu uma dimensão completamente nova após a eleição do arcebispo de Cracóvia Karol Wojtyła à Sede Petrina em 1978. O pontificado do papa polaco, que adotou o nome de João Paulo II, supôs uma grande revolução para a Igreja Católica, que se abriu aos problemas do mundo moderno. Na Polónia percebe-se a figura de João Paulo II de maneira totalmente extraordinária, vinculando as ações dele às grandes transformações sociopolíticas ocorridas nos anos oitenta do século XX. O papa João Paulo II permanece uma autoridade moral inquestionável não só para os polacos crentes. 

A Igreja Católica vincula-se de maneira substancial ao próprio conceito do Estado polaco. A primeira data importante na história do Estado polaco foi a aceitação do cristianismo pelo duque dos polanos Miesco I (Mieszko I) no ano de 966. A criação das estruturas estatais ia a par com a propagação do cristianismo e com a criação da administração eclesiástica nas terras polacas. Desde aqueles tempos, a Igreja sempre fomentou a unidade e a soberania do Estado polaco, o que foi especialmente importante após as partilhas (ou partições) da Polónia (1795-1918), durante a segunda guerra mundial e no período de dominação comunista. 

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