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Gierek, ou seja “a propaganda de sucesso”

Gomułka perdeu o poder da mesma forma como o tinha alcançado em 1956: na sequência duma revolta operária. Em dezembro de 1970, após as autoridades decidirem aumentar os preços dos produtos básicos, em várias cidades costeiras seguiram-se greves e confrontos entre os operários e a polícia (naquela altura denominada “milícia”), apoiada pelo exército. Como resultado, várias dezenas de pessoas foram mortas. O oposição interna dentro do Partido Operário Unificado Polaco derrocou Gomułka, e elegeu Edward Gierek como o novo Primeiro Secretário do partido.
Na década dos anos 70 a República Popular da Polónia viveu um período de prosperidade. Graças aos créditos estrangeiros, as lojas encheram-se de diversos produtos, criaram-se novas empresas industriais, o nível de vida dos cidadãos melhorou. A primeira crise produziu-se em 1976 (alvoroços em Radom e Ursus).
O sistema económico comunista era ineficaz, a dívida externa crescia, a renda real dos polacos começou a diminuir, e o aprovisionamento das lojas piorou. Na sequência disso, multiplicaram-se as greves e os protestos dos trabalhadores. As represálias sofridas pelas pessoas que se alvoroçaram em 1976 levaram à criação do ilegal Comité de Defesa dos Operários (KOR). Da mesma maneira, na clandestinidade começaram a surgir outras organizações e editoriais opositoras ilegais. A Igreja começou a desempenhar um papel cada vez mais importante, desenvolvendo uma ampla atividade formativa, e procurando articular as mais ardentes necessidades sociais.
Uma grande onda de greves produziu-se também noutras regiões, sobretudo em Szczecin e nas minas da Silésia. O regime totalitário começou a perigar enormemente em todo o país. Começava uma greve geral.

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