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Cinema

Cinema na Polónia

Andrzej Wajda, Roman Polański, Krzysztof Kieślowski, Krzysztof Zanussi, Małgorzata Szumowska, Marcel Łoziński, Maciej Adamek, Zbigniew Rybczyński, Tomasz Bagiński, Sławomir Idziak, Janusz Kamiński, Jan A. P. Kaczmarek, Wojciech Kilar, Allan Starski, Ewa Braun – são nomes de cineastas polacos, que os cinéfilos do mundo inteiro conhecem muito bem. O cinema polaco, que em várias ocasiões ao longo da sua história centenária marcava as tendências da cinematografia europeia, vive hoje em dia um período de renascimento. 

Escola polaca do cinema

Em meados dos anos 50 do século XX, quando o regime comunista estava a perder a clareza ideológica dele, o cinema polaco conseguiu, na maioria dos casos, não sucumbir às pressões propagandísticas das autoridades, e pôr-se do lado da sociedade. Foi precisamente naquela altura quando se desenvolveu uma das correntes artísticas mais importantes na história do cinema polaco, nomeadamente a “escola polaca do cinema” (1956-1961). Os criadores desta corrente eram artistas jovens, nascidos nos anos 20, cuja principal experiência geracional era a guerra e a posterior transformação do sistema político. A intensidade desta experiência, ligada à excecionalidade do talento deles, produziram a singularidade artística da escola. O que se tornou a característica distintiva mais importante dela, foi o diálogo que os criadores estabeleciam com o público, que era um diálogo enormemente emocional, quase psicoterapêutico, e no qual se abordavam temas de maior atualidade.

Dentre os mais importantes filmes da corrente é preciso enumerar “Kanał” (“Canal”) (que foi um enorme sucesso no Festival de Cannes), “Popiół i diament” (“Cinzas e diamantes”) e “Lotna”, dirigidos por Andrzej Wajda, e também “Człowiek na torze” (“Homem no carril”), “Eroica” e “Zezowate szczęście” (“Sorte zarolha”) de Andrzej Munk. No início da carreira, à “escola polaca do cinema” estiveram ligados também outros diretores destacados, como Kazimierz Kutz (“Krzyż Walecznych” [“Cruz dos Valentes”]), Wojciech Jerzy Has (“Pętla” [“Soga”]), que mais tarde dirigiu o extraordinário “Manuscrito encontrado em Saragoça”, Jerzy Kawalerowicz (“Prawdziwy koniec wielkiej wojny” [“O verdadeiro final da grande guerra”]) e Tadeusz Konwicki (“Ostatni dzień lata” [“O último dia de verão”]). Pode considerar-se que também os filmes “Pianista” (Palma de Ouro do Festival de Cannes, quatro Óscares), de Roman Polański, “Katyń” (indicação ao Óscar) e “Tatarak” (“Ácoro”) (Prémio Alfred Bauer da Berlinale), ambos de Andrzej Wajda, contêm elementos pertencentes à tradição da “escola polaca”.   

 

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